Todo setup tem aquele componente que vive entrando na lista de “depois eu troco”. Não está quebrado, não impede você de trabalhar, mas toda vez que usa o computador pensa: “precisava trocar isso.”
O mouse costuma ser exatamente esse item.
Não é o componente mais glamouroso — esse troféu vai para a placa de vídeo, como falamos recentemente na série sobre componentes. Mas o mouse é o periférico com o qual você tem contato físico constante, o dia inteiro, todos os dias. E um mouse que não encaixa na mão, que trava, que cansa o pulso ou que simplesmente não responde bem é uma fonte silenciosa de irritação que vai acumulando.
A boa notícia de 2026 é que você não precisa gastar R$ 400 numa Razer para ter um mouse que funciona muito bem. Aqui estão três opções que provam isso — cada uma pensada para um perfil diferente.
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ToggleLogitech M280 — para quem quer trabalhar sem fio e sem preocupação
Preço aproximado: R$ 60 a R$ 99
Esse é o mouse para quem não quer pensar no mouse. E isso, dependendo do perfil, é exatamente o que você precisa.
O M280 se mostrou uma opção consistente para quem procura um periférico ágil e silencioso. A roda de rolagem movimenta as páginas com fluidez e rapidez, sem dar aqueles solavancos que atrapalham a leitura. Para quem passa o dia em planilhas, documentos, navegador e videoconferências, isso é mais do que suficiente.
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A bateria dura até 18 meses sem trocar as pilhas — graças ao modo de suspensão automática quando você para de usar. Dezoito meses. Isso é praticamente “compra a pilha e esquece até o próximo ano.” Para home office e uso diário, essa autonomia é um argumento muito forte.
Apesar do design compacto, o M280 se mostrou muito confortável mesmo para quem possui mãos grandes, graças ao formato ergonômico com a parte superior levemente elevada e apoio para o dedão. Funciona em Windows, Mac, Linux e ChromeOS — sem instalar nada, só plugar o receptor e usar.
É silencioso, leve, sem fio e barato. Não tem RGB, não tem botões extras, não tem software. E para muita gente, isso é uma vantagem — não uma limitação.
Redragon Predator M612 — para quem quer cara de gamer sem pagar preço de gamer
Preço aproximado: R$ 80 a R$ 120
A Redragon ficou popular justamente por oferecer recursos que normalmente aparecem em produtos mais caros. E o M612 é um dos melhores exemplos disso.
O Redragon M612 Predator RGB suporta a mão de um jeito que minimiza a fadiga dos dedos, e todos os botões laterais são facilmente alcançáveis. Então se quer algo com bom preço e que entrega bastante, provavelmente vale a pena testar o M612.
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São 11 botões programáveis — número que rivaliza com mouses que custam três vezes mais — e sensor óptico de até 8000 DPI com cinco níveis ajustáveis. Para jogos casuais até intermediários, é mais sensibilidade do que a maioria das pessoas vai precisar usar.
O design ergonômico suporta diferentes tipos de pegada — palma e garra — tornando-o confortável para sessões longas de jogo. E o RGB com cinco modos de iluminação faz o setup parecer muito mais caro do que custou — algo que discutimos no artigo sobre como deixar o setup bonito gastando pouco.
Em tempo: ele é ótimo pelo preço, porém o software de personalização não é tão “polido” quanto o das grandes marcas. Para quem quer configurar macros complexas, pode exigir um pouco mais de paciência. Para quem quer só plugar e jogar, o padrão já resolve bem.
Logitech G203 LIGHTSYNC — o gamer que funciona para tudo
Preço aproximado: R$ 100 a R$ 140
Se o M280 é para quem não quer pensar no mouse e o M612 é para quem quer muita coisa por pouco, o G203 é para quem quer o equilíbrio perfeito entre os dois mundos — e está disposto a pagar um pouco mais por isso.
O que diferencia o G203 dos concorrentes mais baratos não é um recurso específico, mas o conjunto da obra. Ele oferece conforto, precisão e personalização.
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O sensor de 8.000 DPI é mais do que suficiente para a maioria dos jogadores casuais, e o design compacto e ambidestro o torna adequado para diversos estilos de pegada.
A taxa de polling de 1000Hz — que significa 1ms de resposta — é um número que aparece em mouses muito mais caros. Para jogos competitivos casuais, a diferença é perceptível. Para uso no trabalho e no dia a dia, significa simplesmente que o cursor vai exatamente onde você manda, sempre.
O software da Logitech também permite personalizar iluminação, DPI e salvar até cinco perfis de uso, que podem ser levados para qualquer computador sem precisar reconfigurar tudo novamente.
Simplificando: o G203 é aquele tipo de mouse que você vai usar por anos até se preocupar em trocá-lo. E, normalmente, não será pelas características citadas, mas pelo fato de ser um mouse com cabo, o que nem sempre agrada.
Resumo rápido
| Modelo | Conexão | Melhor para | Preço aprox. |
|---|---|---|---|
| Logitech M280 | Sem fio | Home office e trabalho diário | R$ 60-99 |
| Redragon M612 | Com fio | Gaming casual com estética | R$ 80-120 |
| Logitech G203 | Com fio | Quem quer gaming + versatilidade | R$ 100-140 |
Os três têm algo em comum: entregam muito mais do que o preço sugere. No fim das contas, a escolha não é sobre DPI, RGB ou quantidade de botões. É sobre qual deles combina melhor com a forma como você usa o computador todos os dias.
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