Existe um momento muito específico na vida de muita gente: o celular antigo começa a travar, a bateria não dura mais nem até o almoço, a câmera tira foto com aquela neblina característica de quem já viveu demais — e aí vem a pergunta inevitável: “Preciso gastar muito para ter algo decente?”
A resposta, em 2026, é não. O mercado de smartphones de entrada mudou bastante nos últimos anos, e hoje é possível encontrar aparelhos que fariam inveja a celulares intermediários de três anos atrás — com tela grande, câmera de 50MP, bateria que dura o dia todo e até 5G em alguns casos.
Trouxemos três opções que aparecem muito no mercado e nas pesquisas, mas que têm algo em comum: entregam mais do que o preço sugere. Cada uma tem seu perfil, e é sobre isso que vamos falar.
Em tempo: todos eles possuem versões mais robustas, seja com mais memória RAM ou com mais armazenamento, mas optamos por trazer os modelos mais básicos para o review.
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ToggleSamsung Galaxy A17 — o basicão que faz o básico muito bem
Preço aproximado: R$ 900 a R$ 1.200
O Galaxy A17 é aquele celular que não tenta impressionar ninguém. Ele só quer funcionar — e nisso ele vai bem.
Com 4GB de RAM, bateria de 5.000mAh e foco claro no uso cotidiano, ele entrega exatamente o que a maioria das pessoas realmente usa no dia a dia: WhatsApp, Instagram, YouTube, chamadas de vídeo, banco e navegador sem grandes complicações.
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A câmera principal de 50MP merece um comentário honesto: em boas condições de luz, ela entrega fotos agradáveis para redes sociais e registros do cotidiano. À noite ou em ambientes fechados, porém, a qualidade cai bastante — especialmente nos detalhes e no controle de ruído. Para stories e fotos rápidas, resolve bem. Para fotografia mais exigente, não é a proposta.
A tela grande ajuda bastante para consumir conteúdo, assistir vídeos e navegar nas redes sociais. Não é o tipo de painel que impressiona pela fidelidade de cores ou contraste, mas cumpre o papel para quem vem de aparelhos mais antigos.
E jogos? Jogos leves e casuais funcionam sem problema. Já títulos mais pesados como Call of Duty Mobile ou Genshin Impact até podem abrir, mas exigem gráficos reduzidos e ainda assim não entregam a experiência mais fluida do mundo.
Pílula Nerd — o Galaxy A17 usa tela Super AMOLED, tecnologia conhecida pelas cores mais vivas e pretos mais profundos. Para quem gosta de vídeos, séries e redes sociais, a diferença aparece rápido no dia a dia.
O ponto mais importante aqui é entender a proposta do aparelho: o Galaxy A17 não quer competir com intermediários premium. Ele existe para ser um celular confiável para uso cotidiano, sem complicação e com a familiaridade da linha Samsung — algo que muita gente valoriza.
Para quem é: quem quer um celular simples, confiável e equilibrado para tarefas do dia a dia, sem gastar muito e sem precisar entender de especificações técnicas.
Motorola Moto G35 — o intermediário básico que acerta onde importa
Preço aproximado: R$ 900 a R$ 1.100
A linha Moto G tem uma reputação construída ao longo de anos no Brasil: celular confiável, sem frescura, que funciona. O G35 continua essa tradição — e adiciona alguns pontos que o colocam claramente um degrau acima do A17.
O destaque mais imediato é a tela: 6,72 polegadas Full HD+ com taxa de atualização de 120Hz.
Pílula Nerd — quanto maior a taxa de atualização da tela, mais fluido o celular parece no dia a dia. É aquela sensação de rolagem mais suave no Instagram, TikTok e menus do sistema.
A bateria de 5.000mAh garante autonomia de até 28 horas com uso moderado, e o carregador TurboPower de 20W carrega o dispositivo em cerca de 2 horas. Na câmera, o conjunto de 50MP principal com ultrawide de 8MP é um diferencial real — ter câmera grande angular numa faixa de preço dessas não é comum.
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Nos jogos, o G35 consegue rodar jogos como Call of Duty e PUBG com configurações médias, embora o desempenho não seja excepcional. Diminuindo os gráficos um pouco, a experiência é fluida o suficiente para sessões casuais sem frustração.
O Android da Motorola merece menção especial: é leve, limpo e próximo do stock. Sem apps desnecessários pré-instalados, sem interface pesada. Isso faz diferença real na fluidez do dia a dia — especialmente nos modelos com 4GB de RAM, onde cada MB liberado conta.
Para quem é: quem quer um celular completo para uso diário, joga de vez em quando e valoriza tela boa e bateria que dura. É o melhor custo-benefício dos três para o usuário médio brasileiro.
Xiaomi Redmi 14C — a tela maior da categoria e bateria que não acaba
Preço aproximado: R$ 850 a R$ 1.100
A Xiaomi tem um talento muito específico: colocar hardware que normalmente está em faixas mais caras dentro de celulares acessíveis. O Redmi 14C é um exemplo claro disso.
A tela de 6,88 polegadas é a maior da linha Redmi, proporcionando uma experiência visual cinematográfica com fluidez de 120Hz. Para quem assiste muito vídeo, lê bastante ou usa o celular como segunda tela, é um argumento forte.
A bateria de 5.160mAh oferece autonomia de até dois dias com uso moderado — superior à maioria dos concorrentes na mesma categoria. Dois dias sem carregar é o sonho de qualquer usuário que esquece o carregador com frequência.
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A câmera de 50MP com Xiaomi Imaging Engine produz fotos detalhadas em boas condições de luz, embora o desempenho em ambientes escuros seja limitado. O padrão da categoria: de dia funciona bem, de noite pede paciência.
Nos jogos, títulos leves como Free Fire rodam sem problema. Jogos mais exigentes como Genshin Impact funcionam no mínimo, e outros como EA FC ou Asphalt rodam com gráficos médios. Para quem joga casualmente, resolve. Para quem quer experiência gamer de verdade, o processador vai mostrar seus limites.
Pílula Nerd — o Redmi 14C não tem suporte a 5G. Atualmente o Brasil passar por uma expansão da rede 5G, então isso pode ser relevante dependendo de quanto tempo você planeja ficar com o aparelho.
Para quem é: quem prioriza tela grande, bateria duradoura e preço competitivo. Ótimo para consumo de conteúdo e uso diário sem exigências pesadas.
Resumo rápido: qual levo?
| Modelo | Tela | Câmera | RAM | Jogos | Bateria | Destaque |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Samsung Galaxy A17 | Full HD+ 90 Hz | 50MP básica | 4GB | Leves apenas | 5.000mAh | Nome Samsung |
| Motorola Moto G35 | Full HD+ 120Hz | 50MP + ultrawide | 4GB + 8GB | Médios | 5.000mAh | Melhor custo-benefício |
| Xiaomi Redmi 14C | HD+ 120Hz | 50MP | 8GB + 8GB | Leves/médios | 5.160mAh | Tela maior e bateria |
Os três fazem o trabalho para quem não precisa de um smartphone premium. Mas se a escolha fosse entre os três, o Moto G35 leva vantagem por combinar tela Full HD+ com 120 Hz, câmera ultra-wide de 8 MP, 5G e Android limpo — tudo isso numa faixa de preço muito próxima dos concorrentes.
O Redmi 14C é para quem coloca bateria e tamanho de tela acima de tudo (5160 mAh + 6,88″).
Já o Galaxy A17 entrega exatamente o que muita gente procura: um celular simples, confiável e sem complicação para o dia a dia, com a vantagem de ter tela Super AMOLED Full HD+ (melhor contraste e fidelidade de cores).
Pra finalizar: optamos por não mergulhar em processadores e GPUs desta vez. O universo de desempenho em celulares ficou complexo demais nos últimos anos — e merece um artigo só para ele.
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2 comentários sobre “Celular bom não precisa custar caro: 3 opções de entrada que surpreendem”