Se você é fã da franquia Horizon, provavelmente já se acostumou com uma coisa: jogos lindos, solitários e cheios de mundo aberto para explorar. A Aloy caça máquinas sozinha, enfrenta tribos hostis sozinha e salva o mundo… sozinha. É a cara da série desde Zero Dawn.
Então imagina a surpresa quando a Guerrilla Games anunciou, em fevereiro deste ano, um spin-off completamente diferente — cooperativo, com personagens inéditos, visual exagerado e uma estrutura inspirada em Monster Hunter. O nome é Horizon Hunters Gathering, e ele pode ser o projeto mais arriscado do estúdio holandês até hoje.
E a Guerrilla voltou com novidades: o segundo playtest fechado acontece entre 22 e 25 de maio, trazendo dois novos Hunters, um Episódio narrativo jogável pela primeira vez e uma nova região para explorar. As inscrições estão abertas agora via PlayStation Beta Program — mas a vaga não é garantida.
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ToggleUm jogo diferente de tudo que a Guerrilla já fez
Para entender o que está em jogo aqui, é preciso entender de onde a Guerrilla vem. O estúdio construiu sua reputação com single-player imersivo e polido. Abrir mão disso — mesmo que parcialmente — para apostar num live-service cooperativo é uma virada cultural real.
O anúncio oficial, feito no PlayStation State of Play de fevereiro, deixou claro desde o início que Horizon Hunters Gathering troca a aventura solo em mundo aberto pelo cooperativo em missões para três jogadores. A estrutura é baseada em missões com objetivos claros, cada Hunter com arma e estilo de jogo próprios, e um sistema rogue-lite que renova as partidas a cada rodada.
São três modos confirmados: Machine Incursion (hordas de máquinas lideradas por um boss), Cauldron Descent (desafios progressivos em bunkers no estilo clássico da franquia) e agora Episódios — missões narrativas que expandem a história do jogo. Este primeiro Episódio coloca os jogadores para salvar o Ashwater Valley de uma horda de máquinas.
Quem são os Hunters?
Cinco personagens confirmados até agora — três desde o anúncio original, dois revelados para este segundo playtest.
Rem caça à distância com arco e precisão cirúrgica. Sun usa uma lança e tem dinâmicas de suporte para o grupo. Axle empunha um martelo movido a foguete — sim, literalmente — e representa bem o visual mais exagerado e vibrante que a Guerrilla escolheu para este jogo.
As novidades do segundo playtest são Ensa, uma carismática contrabandista Oseram com passado mercenário, e Shadow, uma operativa encoberta Carja que comanda uma temível máquina Stalker. Cada Hunter tem sua própria história e motivações — e a Guerrilla promete expandir esse elenco ao longo do tempo.
Construindo o jogo ao vivo — com a comunidade
Em vez de sumir no escuro por três anos e aparecer com um produto acabado, a Guerrilla escolheu um caminho diferente: desenvolvimento aberto, com a comunidade dentro do processo.
No primeiro playtest, realizado entre 27 de fevereiro e 1º de março, um grupo pequeno de jogadores teve o primeiro contato com Machine Incursion e Cauldron Descent durante janelas de jogo selecionadas — tudo sob NDA completo, sem capturas ou streams permitidos.
O segundo playtest chega com várias mudanças baseadas nesse feedback. Como escreveu o diretor de jogo Arjan Bak no PlayStation Blog: “Horizon Hunters Gathering é um jogo em desenvolvimento; escolhemos realizar playtests cedo e com grupos pequenos para focar na experiência central e implementar o feedback dos jogadores antes de abrir para grupos maiores.”
Para quem quiser participar, o caminho é se inscrever no PlayStation Beta Program e registrar interesse no jogo. A inscrição não garante acesso — os convites saem gradualmente na semana que antecede o playtest.
Mais detalhes técnicos, como os requisitos de PC, serão divulgados pela Guerrilla nos próximos dias. Você pode acompanhar as atualizações diretamente no PlayStation Blog ou na cobertura do Game Rant e do Gematsu.
O risco que a Sony precisa acertar
Horizon Hunters Gathering chega num momento delicado para a estratégia de live-service da Sony. Vários projetos foram cancelados nos últimos anos sem nunca chegar ao público — incluindo o ambicioso The Last of Us Online, da Naughty Dog. O terreno é movediço.
A comparação mais usada pela imprensa especializada é com o Monster Hunter — e não é sem motivo. O jogo aposta numa identidade distinta ao invés de simplesmente adicionar multiplayer à fórmula original, assim como fez Elden Ring Nightreign, o precedente mais recente de uma franquia single-player tentando se traduzir para o cooperativo.
Ainda há muitas perguntas sem resposta: data de lançamento, modelo de negócio (pago? free-to-play?), e até se Aloy vai aparecer — afinal, o jogo é canonicamente ambientado após Forbidden West. Por enquanto, a Guerrilla prefere deixar o mistério no ar e deixar os playtests falarem por si.
Vale ficar de olho?
Se você gosta de co-op, de máquinas gigantes para caçar ou da estética única do universo Horizon — sim, com certeza. E se você ainda não conhece a franquia, este pode ser um ponto de entrada mais acessível do que os jogos principais.
Aqui no blog a gente cobre não só hardware e setup, mas também o que roda neles — e Horizon Hunters Gathering tem tudo para ser um dos lançamentos mais comentados dos próximos meses. Fique ligado.

Um comentário em “Horizon Hunters Gathering: a Guerrilla está apostando tudo num jogo que ninguém esperava”
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